
O Programa Mãe Coruja desde 2007 vem
trabalhando no sentido de sensibilizar e envolver o estado, municípios e a
sociedade civil organizada para, unidos, diminuirmos as altas taxas de mortalidade infantil e
materna a níveis aceitáveis pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em nosso
Estado, e de deixarmos a permanência destes altos índices, na época, na banalidade.
Diante de tamanho desafio,
em cada encontro que fosse necessário na implantação do Mãe Coruja, onde houvesse a
necessidade de envolver médicos, enfermeiros, ACS, ou profissionais de áreas que
trabalhassem direta ou indiretamente com a criança e a mulher, o Programa
construiu e se utilizou de instrumentos que fossem fortes para quebrar o estado
de “conforto” diante de tamanha situação. Dentre alguns instrumentos utilizados, principalmente no processo de implantação, alguns se destacaram como: Vídeos, exposições de fotografias, dinâmicas, entre tantos outros recursos.
O
vídeo "Vida Maria” de Marcio Ramos, como exemplo, levava o público a revisar a
mesmice de suas “Vidas Marias”,
onde cada um todos os dias, sempre repetia
movimentos impensados, e, também fazia o público
perceber a necessidade de políticas públicas estruturantes
para mudar a realidade apresentada no vídeo, fazendo com que todos se enxergassem e sentissem o impulso de sair
do estado de inércia, de sair do estado de letargia a que envolvia a
todos. A exposição de fotografias
"Ciranda da Vida", também foi instrumento forte nesta sensibilização.
Com imagens coletadas para estudo de área para implantar o Mãe Coruja, e as
imagens do processo de implantação do Programa, onde, duas destas imagens em destaque: A da criança com enxada na mão em meio as
covas dos irmãos enterrados, em número de cinco, e dentro do terreiro de sua
própria casa, apontava nitidamente para uma subnotificação dos números de
óbitos encontrados; Outra foto marcante foi a do vaqueiro segurando um lençol sem nada dentro,
simulando acalentar um bebê em meio ao discurso do governador na implantação do
Programa na Região do Sertão Moxoto no ano de 2008, onde da imagem se percebia o
"sentimento feminino" no homem,(Leonardo Boff), ingrediente
indispensável ao zelo, desvelo, amorosidade e ao cuidado com o outro.
Não
importava a dificuldade encontrada para realização de tamanho desafio,
sempre se conseguiu envolver a todos. Da
forma que enfrentamos tamanho desafio e diante de todos os resultados positivos
hoje alcançados, somos sem dúvida, uma das maiores referências no cuidado com a
mulher e a criança no nosso estado, no Brasil, e internacionalmente. Este é o
legado que todos: Programa Mãe Coruja, municípios e parceiros, deva carregar desde já. O de já
ter e estar salvando vidas, e com certeza, ajudando a construir um Pernambuco melhor e justo para todos.
Homenagem do Setor de Comunicação e Arte do Programa Mãe coruja Pernambucana
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